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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Rolezinho em Berlim – Parte 2

Ainda dispostos a caminhar? Então vamos dar sequência ao nosso passeio por Berlim. Nossa última visita foi o prédio Neue Wache e agora vamos seguir pela Unter den Linden até nosso ponto final, o Tiergarten.


A primeira parada, bem rápida, é na estátua do Rei Frederico II da Prússia. Apesar da imponência do rei sob seu cavalo, a dica é observar a riqueza de detalhes do pedestal. As imagens são de 21 dos mais importantes generais do exército de Frederico. 


O que esta foto do Michael Jackson faz aqui? Ela foi tirada em Berlim e nossa próxima parada é exatamente lá, no hotel Adlon. O hotel, que fica ao lado do Portão de Brandemburgo (nada mal!), não é um ponto turístico famoso da cidade, mas vale a curiosidade.

Posso dizer que recomendo a hospedagem?


E ao final da Unter der Linden cá estamos ao lado do Portão de Brandemburgo. Um marco da história alemã, o portão é hoje um dos símbolos da divisão do país e de sua reunificação. 


A estátua sob o portão, com a deusa grega Irene sendo puxada em uma biga por quatro cavalos é um dos objetos de maior história da cidade. A estátua passara pelas duas invasões que Berlim sofrera em sua história. Em uma delas, feita por Napoleão, o imperador francês retirou a estátua e levou-a para Paris. De volta a Berlim, a estátua sofrera com os danos da II Guerra Mundial e unificação, sendo reparada posteriormente.

Chega de história?

           Não, ainda temos um pouco mais. Desviando um pouco nosso caminho e seguindo pela Ebertstraße, chegamos a outro ponto turístico famoso e cheio de história. O Reichstag! 



 Dica: A visita ao parlamento deve ser agendada. Para isso, basta entrar no site. 

Não conheço a história da construção do prédio, mas se em algum momento o objetivo foi retratar o poder da economia alemã e a grandiosidade da história do país, o objetivo foi completado. O prédio é imenso e mistura arquitetura neoclássica com a modernidade da cúpula de vidro. Assim como na catedral da cidade, a dica é sentar-se no jardim a frente do prédio e admirar!

Curiosidade: Dentre os eventos marcantes do Reichstag podemos destacar o incêndio de 1933 que serviu de estopim para o domínio nazista e a bandeira soviética hasteada em 1945 após a derrota alemã.

Se você já estiver cansado, e provavelmente vai estar, aqui seria um bom ponto para parar. Mas se ainda há disposição, seguimos uma longa caminhada pela Straße des 17. Juni, cercados pela longa paisagem natural do percurso. 


Ao fim, no nosso último ponto, chegamos à Coluna da Deusa Vitória (um bom símbolo depois da maratona).  Erguida no centro do Tiergarten, nosso último monumento é um dos mais conhecidos pontos turísticos de Berlim e é um ótimo final para este passeio.

Feito tudo isso, é hora de voltar pro hostel, pedir uma das ótimas cervejas alemãs e descansar. Porque Berlim ainda oferece muito mais!


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Um “rolezinho” em Berlim


Se no Brasil eu deixei claro meu carinho por Jericoacoara, na Europa o lugar que o coração bateu mais forte, mesmo antes da chegada à cidade, foi Berlim. E o ar estava frio, o céu estava nublado, tudo estava perfeitamente organizado e as pessoas não eram lá muito simpáticas. Era tudo como sempre imaginei. Era a atmosfera que sempre quis conhecer.

Em Berlim eu gostava de caminhar, caminhar e caminhar. E uma dessas caminhadas merece relato. Desde o hostel em que me hospedei até o Tiergarten, convido vocês a fazerem comigo um passeio pela cinzenta e ao mesmo tempo brilhante Berlim.


Conhecida rede de hostels, a St. Cristopher possui filiais em Paris, Praga e Amsterdam, dentre outras. Com preços ótimos, qualidade de serviços excepcional e um ótimo bar na entrada, o hostel merece ser citado.

Começa então nossa caminhada! 


O trajeto começa na Rosa-Luxemburg Straße, onde está localizado o hostel e de lá seguimos até a Karl-Liebknecht Straße. De cara, ao alto, nos deparamos com a Berliner Fernsehturm (aquela torre de radiodifusão gigante). Como fui no inverno, não consegui um dia de céu aberto para subir. Acabei me arrependendo.


Mas o caminho tem muito mais. Logo pertinho da torre você vai se deparar com a Alexanderplatz, uma das praças mais movimentadas e interessantes da cidade, e com a igreja Marienkirche. A igreja é datada de 1292 e tem uma arquitetura bem simplória. Certamente não é das igrejas mais belas da Europa, mas tem uma leveza particular.

Ainda na Karl-Liebknecht Straße, seguimos em direção a Scholoßplatz até chegarmos à minha construção preferida em toda a Europa. Na minha viagem eu conheci muitas igrejas, principalmente na estadia em Roma, mas nenhuma me encantou tanto como a Catedral de Berlim (Berliner Dom). 


Por quê? Eu realmente não sei dizer. Não sei explicar como as formas me fascinam tanto. Sei apenas que fiquei tão perplexo com a beleza da igreja que nunca tive o impulso de me aproximar dela, de entrar. Eu simplesmente parava ao longe, tirava fotos (devo ter 20) e começava a contemplar.



Para tornar a paisagem ainda mais bonita, a igreja tem um belo gramado a sua frente e fica às margens do rio Spree. Logo ao lado também se localizam vários museus, no que se chama Ilha dos Museus . Cinco dos principais museus da cidade se localizam na ilha, mas uma vez que ainda temos muito que caminhar, é melhor deixar a visita para outro dia.

E nossa próxima parada não é menos interessante. Berlim é uma cidade marcada pela história e pelo sofrimento das grandes guerras. E a Neue Wache representa um pouco disso. 


          Já na Unter den Linden, uma das principais avenidas da cidade, o prédio de arquitetura neoclássica tem em seu interior apenas a escultura Mother with her Dead Son, da escultora Käthe Kollwitz. Mas o nome não diz tudo. O peso que a escultura cria no ambiente é algo impressionante. Com a frase “Às vítimas da guerra e da tirania” no chão do prédio, é fácil se emocionar no local.

           Por hora nossa caminhada se encerra. Ainda tem muito mais na Unter den Linden para conhecermos. Vejo vocês no próximo post!