quarta-feira, 19 de março de 2014

Colonia del Sacramento

Cidade grande, correria, cultura, culinária, tango e uma infinidade de pontos turísticos. Esse é um resumo de uma visita em Buenos Aires. Mas que tal dar uma escapadinha e conhecer uma cidade pequena, onde a história transpira por todos os lados e a calmaria é a sua grande atração? Então peguemos um barco (isso mesmo, um barco) e vamos até Colonia del Sacramento, no Uruguai.  


As empresas Buquebus, Seacat e Colonia Express oferecem o serviço, com diferença entre o tempo de viagem e preços. Comprando com antecedência e não aproveitando as vantagens que a desvalorização da moeda argentina oferecia, compramos um trecho da viagem na empresa Colonia Express por R$72. A viagem dura cerca de 1h e é bastante tranquila. Lembre-se que você estará mudando de país, então chegue com antecedência para passar por todos os processos comuns a uma viagem de avião.

A empresa Buquebus oferece o mesmo serviço, mas as passagens custam mais e a viagem dura aproximadamente 3h. O motivo é que o barco da empresa é maior, o que é importante para períodos em que o rio está mais agitado. Em fevereiro notei que havia várias vagas, então talvez seja uma boa opção comprar com pouca antecedência.

De lá optei seguir para o Uruguai, mas muitas pessoas decidem pelo bate-volta. Talvez seja uma boa opção, mas tenho minhas dúvidas e relatarei o motivo a seguir. Se quiser seguir meu roteiro, a opção é pegar um ônibus na rodoviária da cidade (R$35 com o câmbio bem ruim) e seguir numa viagem de 2h até Montevidéu. 


Apesar de pequena (o ideal é conhecer andando), a cidade tem uma boa quantidade de atrações para um dia. Com alguns museus, um centro histórico interessante e uma longa costa de praias, o dia fica cheio. Mas eu não recomendo tentar sair correndo para conhecer tudo. Take your time. Sente em cada banquinho, suba no farol da cidade e relaxe com a cidade.


Fundada há 334 anos e considerada patrimônio da humanidade pela UNESCO, a pequena cidade guarda os traços portugueses de sua história. Com painéis em azulejo, calçamento de pedra e várias casas de arquitetura lusa, caminhar pela cidade é uma agradabilíssima experiência.


O roteiro de um dia se divide entre Centro Histórico e as praias do Rio da Prata. Não podem faltar visitas ao farol, museus e Calle de los Suspiros. Como a cidade é bem pequena, é realmente difícil deixar de ver algo.  

Mapa da cidade

Um dos problemas da cidade são os preços. Como é bem turística, a cidade cobra por isso nos serviços. Opções baratas de lanche estão nos vários carrinhos pelas esquinas do centro histórico.  O choripan do carrinho El Colonial estava sensacional. Outra coisa é o câmbio. Se poder trocar em outra cidade é melhor, pois a cotação na cidade tende a ser bem ruim.


Chegando ao final do dia, fica a dúvida se vale seguir em viagem ou permanecer. Primeiro, uma dica. Só vale a pena sair de Colônia depois que o Sol se pôr. Vejam as fotos abaixo e entendam o porquê.



Outro ponto é que a cidade é muito romântica. Se você estiver viajando em casal, não me restam dúvidas de que vale a pena sair pelas ruas pouco iluminadas e ter um jantar nos belos restaurantes pelo Centro Histórico. Depois é sentar num banquinho e aproveitar.

Dito tudo isso neste post cheio de fotos, espero que incluam Colonia del Sacramento no próximo roteiro de vocês. A cidade é deliciosíssima!




domingo, 16 de março de 2014

O melhor do gourmet

          É bem verdade que há uma vertente da culinária francesa que acaba sendo trop créative e pode desencorajar aquele viajante menos  disposto à novidades. No entanto, essa vontade cultural de criar na cozinha traz, vez ou outra, modificações brilhantes a pratos ou lanches tradicionais.

          A hamburgueria Blend se autoproclama gourmet e , na humilde opinião do Viajante Gourmet, merece todo o barulho que fez na imprensa francesa recentemente como o melhor hambúrguer da capital. Localizada na região entupida de restaurantes próximo ao Louvre e ao centro do Les Halles,  é bem pequena. As receitas mudam constantemente. Na minha visita, provei o sanduíche que tinha queijo camembert derretido, com uma porção de fritas e um cookie de sobremesa por 15 euros. Simplesmente sensacional.  Mais um ponto a favor dos franceses na rivalidade com os americanos.





          Uma das coisas mais interessantes da região da Alsácia, no leste da França, é que, mesmo com tantas trocas de controle político, as tradições de ambos os lados conseguem conviver e às vezes também se unir para criar pratos deliciosos. A flammekueche ou torta flambada é uma mistura de pizza com crepe, sendo que, claro, misturando o melhor dos ingredientes alemães e franceses.




          Se você não puder ir até Estrasburgo na sua próxima viagem (há TGVs que demoram +- 2:30h saindo de Paris), há uma excelente opção para saborear esse prato também na capital francesa.  A rede Flamm’s tem várias filiais espalhadas pela cidade e oferece de sabores mais tradicionais, como o que tem bacon, um creme bechamel e ervas, até sabores mais contemporâneos como o com queijo de cabra e mel. O prato não é caro e sairá na média 10 euros por pessoa e plena satisfação.




segunda-feira, 10 de março de 2014

Zoo Luján


Sabe aquelas fotos de pessoas sorrindo ao lado de leões, tigres e outros animais? Você sempre quis ter uma foto dessas? Pois vamos ao zoológico Luján, na Argentina.


Luján é uma cidade argentina na província de Buenos Aires que não seria conhecida se não fosse a existência desse zoológico em especial. A particularidade do local é exatamente a possibilidade única de aproximar-se de animais, alimentá-los e tirar fotos com os mesmos. Não é todo dia que acariciamos leões e tigres brancos, além de boas fotos com outros animais.

O ingresso custa 200 pesos (aproximadamente R$50) e posso afirmar que vale a pena. No início pode dar um pouco de tensão, mas depois que vemos tantas pessoas entrando e tirando fotos tudo fica mais fácil. Basta lembrar de não acariciar a cabeça dos animais!
Uma vez que o zoo é em outra cidade, como chegar se torna um ponto importante. Inúmeras agências turísticas oferecem o serviço, cobrando valores entre 400 e 500 pesos (valor sem ingresso). No entanto, existe uma forma fácil, barata e segura de ir ao zoo.
Dica: Em Buenos Aires é necessário hoje o uso do Sube, cartão que funciona como o Bilhete Único paulista. Faça o bilhete (que custa 25 pesos) e carregue com 60 pesos. Esse será nosso custo para chegarmos ao local. Uma dica importante é que o bilhete pode ser usado por mais de uma pessoa. Portanto, se estiver em grupo economize no número de bilhetes.


 Estando em Buenos Aires, basta pegar o metrô na linha D com sentido a Plaza de Itália. O preço da passagem de metrô custa 3,5 pesos. Chegando à praça, pegue o ônibus número 57 com sentido a Luján. A passagem custa aproximadamente 26 pesos e a viagem dura 2h. Pronto, economizamos pelo menos 300 pesos. Se você desejar mais praticidade, táxis e tranfers realizam o trajeto aos preços anteriormente mencionados.
Dica: A visita é demorada, contando com várias filas nas jaulas mais concorridas. Tente levar uma mochila com água e lanches, pois os preços no local não são tão agradáveis.
Já dentro do zoo, o mais importante é focar nas jaulas que quer visitar. Filas começam a surgir e é importante que você aproveite para tirar essas fotos antes de visitar os animais onde a visita às jaulas não está disponível. Chegue cedo, pois pode demorar algumas horas. 


Com ambiente bem rústico, o zoo mais lembra uma fazenda. No entanto, a estrutura conta com restaurantes, loja de presentes, enfermaria e inúmeros fotógrafos do zoo (não me recordo o custo das fotos, mas vi várias pessoas utilizando o serviço).
Na hora de voltar para casa, o mesmo ônibus passará em frente ao zoológico. Na próxima vez que for a Buenos Aires inclua no roteiro essa experiência. Ela tomará uma grande parte do seu dia, mas certamente sempre estará nas suas lembranças. 


quinta-feira, 6 de março de 2014

Hamburgo e contrastes picantes

Hamburgo, a primeira vista, não é uma cidade das mais turísticas, mas o objetivo deste post é provar o contrário. Por ser um dos maiores portos da Europa, aproveita da riqueza trazida pelo comércio, mas também sofre com o desgaste inerente desse intenso fluxo econômico. A cidade é a 2a maior da Alemanha e, como outras, está organizada em torno da sua imponente prefeitura (Rathaus).


Fora a própria prefeitura,  as principais atrações da cidade são seus shoppings, a região moderna de Haffen City e a red light de St Pauli. É possível, com certa disposição, conhecer tudo a pé, mas o sistema de transporte público é eficiente e leva facilmente a qualquer um desses pontos.

As lojas ficam bem próximas da Rathaus, sendo que o destaque é a Neuerwall, rua estreita, próxima a pequenos canais e que concentra lojas recheadas de preços proibitivos.



Em Haffen City, o destaque fica por conta de pequenas passarelas com vistas para edifícios modernos e , em especial, para o prédio da filarmônica, que lembra um cubo d’água.




Não tão famosa quanto o bairro da luz vermelha em Amsterdam, a região de St Pauli(ligeiramente afastada) traz todo o legado de uma cidade predominantemente portuária. O ambiente deste bairro contrasta com a riqueza vista nos outros pontos, mas impressiona devido às suas ruas fechadas a mulheres e a menores de 18 anos. Com um muro na entrada, são exposições a céu aberto de todo o negócio da prostituição relacionado a vida em portos.



Quanto a sugestão gastronômica, não há como fugir de uma paixão nacional: a currywurst , salsicha de porco temperada com ketchup ao molho curry. Por sorte, Hamburgo conta com um restaurante que ganhou um prêmio por servir a melhor versão deste prato na Alemanha.


O Edelcurry fica próximo à Neuerwall e uma porção não sai muito caro (3,60 euros). É imprescindível pedir como acompanhamento as deliciosas fritas (eleitas as melhores de Hamburgo) e respirar fundo, pois o molho é bem picante, mesmo em sua versão menos apimentada.