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domingo, 18 de maio de 2014

Dicas de Buenos Aires

Há sempre um perigo em planejar demais. A viagem mais planejada e mais postergada da minha vida foi para Buenos Aires. E quando tudo deu certo, qual o medo? Não ser nada como esperava. Sonho antigo, Buenos Aires tem ao seu favor a proximidade, os preços das passagens e, graças aos economistas portenhos, as constantes crises cambiais.

Mas preço baixo não justifica viagem. A capital da um dia chamada “Europa da América do Sul” é recheada de atrativos culturais e culinários que fazem jus à quantidade de turistas que passam por lá. E neste ano, finalmente, pude conhecer a capital argentina, comprovar que a viagem vale muito e fazer este post com as mais diversas dicas.



Câmbio

Não troque no Brasil, sob hipótese alguma, mais do que o necessário para as primeiras horas. Tente se informar ao máximo, perguntar a algum amigo ou ao Viajante Gourmet sobre com quem trocar. Sempre vai ter alguém com melhores cotações (inclusive muitos brasileiros). A dica é tentar trocar com alguém com boas recomendações, para não chegar a rua Florida e trocar com a primeira pessoa que você ver. Muitas notas falsas rondam pela cidade.

Transporte

Sempre recomendo conhecer as cidades andando ao máximo (Veja os 10 mandamentos do mochileiro gourmet) . Uma caminha pelos bairros mais ricos da cidade para conhecer um dos inúmeros cafés é uma opção ótima. Mas se o tempo é curto, os táxis são baratos e o metrô é de fácil uso. Tive a necessidade de andar de metrô algumas vezes e sempre foi muito tranquilo. 
 

 É imperdível conhecer 

Casa Rosada

Não deixe de conhecer o Obelisco, Caminito, Teatro Colón, Livraria Ateneu e Puerto Madero. Mas aqui falarei dos lugares que mais gostei, sem ordem de importância.  

Um dos principais pontos turísticos de Buenos Aires, a Casa Rosada vale a visita. O prédio é muito bonito e a cor realmente chama atenção. Mas eu particularmente me diverti com os cartazes de manifestações, com a calmaria da praça e com a bandeira argentina. Pode parecer exagerado, mas ali parece simbolizar toda a turbulenta política/economia do país.



              La Bombonera

             Se você gosta ou não de futebol. Se seu time já sofreu ou não neste estádio, não deixe de visitar. O Boca é daqueles times com história, cheio de ídolos e de uma torcida apaixonada. Por cerca de 60 pesos, é possível fazer a visita ao museu, uma tour pelo estádio e vivenciar um pouco de tudo isso.


Cemitério da Recoleta

     Aos amantes de história e esculturas, aqui é o melhor lugar de Buenos Aires. Símbolo da riqueza argentina do início do século XX, o cemitério é um legado da ostentação portenha, com os mais belos túmulos que você pode imaginar. A melhor forma de conhecer é pelos tours gratuitos que ocorrem a cada hora, onde são contadas as mais divertidas histórias. 


       Feira de San Telmo

       Acordar domingo pela manhã cedinho e caminhar pelas ruas da feira de San Telmo também não pode faltar. Tente viajar em um final de semana, de forma que não perca esta atração. Local perfeito para comprar lembrancinhas, a feira é um pouco da cultura do país, com muitos artefatos de couro e esculturas da Mafalda. Inclusive, vale aproveitar este dia para visitar a Mafalda e tirar uma foto sentado ao lado dela no banquinho.






                   MNBA - Museo Nacional de Bellas Artes / Floraris Generica

                   Sempre deixei clara minha paixão por museus. Se você tem o mesmo gosto, não deixe de conhecer este. Destaque para a variedade de esculturas de Rodin e algumas pinturas de Degas (a entrada é gratuita). Ao lado do museu, um belo gramado com a escultura Floraris Generica ao centro. Uma boa combinação para um meio de tarde em Buenos Aires. 



               Onde comer

               Comer em Buenos Aires é uma das melhores partes. Se o objetivo é uma boa carne, indico o post que já fizemos sobre o Cabaña Villegas. Ainda no Puerto Madero, recomendo o restaurante El Mirassol. . Se for justo comparar as duas cozinhas, acredito que a carne do El Mirassol seja mais suculenta, embora o serviço completo do Cabanã Villegas tenha me agradado mais.


              Mas a culinária portenha tem muito mais. Empanadas deliciosas, sorvetes e alfajor, claro. Para empanadas, recomendo a rede El Noble e a pastelaria El Progreso. Esta última foi um achado em plena Santa Fe, e servem uma empanada folhada sensacional.


               Para sobremesa visitei a sorveteria Freddo. Com a chegada de grandes gelaterias em São Paulo, a rede não me surpreendeu. No entanto, acho que o sorvete de dulce de leche granizado vale muito a pena. É o grande diferencial.


                Onde ficar

               Na minha visita fiquei no hostel Suites Floridas, na rua Florida. A localização é ótima por ficar próximo a vários pontos turísticos e facilitar conhecer a cidade andando. O hostel é muito limpo e organizado, além de ter ótimo preço. Outro hostel muito bem comentado é o Milhouse, também bem localizado e com bons preços. 

              É isso! Boa viagem e aproveite Buenos Aires! Se sobrar tempo, aproveite e conheça Colonia del Sacramento, do outro lado do rio.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Cabaña Villegas - Buenos Aires

A culinária faz parte da cultura de um país. Faz parte do conhecer, do visitar. Por isso nós do blog sempre incentivamos a mente aberta a novos sabores e receitas na hora de viajar. Sempre incentivamos o mínimo de fast food possível. Visitar a Argentina e não aproveitar a culinária é um pecado. As carnes, os vinhos, as empanadas, alfajores e doce de leite não podem faltar em um roteiro bem definido. Comer na Argentina é um espetáculo de tango a parte.

Em uma viagem para este país, o desejo por carne se contorna diariamente. Aproveitar para conhecer os melhores cortes portenhos é sempre uma das prioridades do turista. Pensando nisso fiz algumas pesquisas e decidi experimentar o restaurante CabañaVillegas. O restaurante se encontra na região do Puerto Madero, com alguns espaços com vista para o mesmo. De ambiente agradável, o restaurante é ótimo para uma conversa entre amigos ou até mesmo um jantar para casais.


Mas vamos para o pedido. Como já falamos em nossas dicas, use e abuse dos menus executivos para economizar. Neste restaurante em particular, o menu contemplava exatamente o que esperávamos comer, sendo portanto uma ótima escolha. 


Para entrada, dividimos o pedido para que pudéssemos provar as duas opções. As empanadas de carne estavam surpreendentes. Talvez a melhor empanada que comi em Buenos Aires, embora não fosse a especialidade do restaurante.


A outra entrada também merece atenção. O chorizo (linguiça) não tinha nada de especial. No entanto, a morcilla (essa linguiça preta abaixo) merecia todo o destaque. Feita com sangue, o prato é típico das parrilladas da região e pode causar um pouco de estranheza. De gosto forte, o prato surpreende, sendo na verdade uma ótima pedida.


Passada a entrada, chegamos às estrelas da noite. O bife de chorizo de 300g acompanhado com batatas fritas. Falando primeiro das batatas, elas estavam maravilhosas. Cortadas na cozinha do local, a batata leva o sabor do produto natural, com menos óleo do que a maioria das batatas argentinas e sem aquele teor industrializado.


O bife, por sua vez, era de uma maciez espetacular. Desmanchava na boca. Questionei-me inclusive da necessidade de facas tão afiadas, uma vez que não eram necessárias. Pedimos a carne ao ponto e veio como deveria.  

Ao fim, para sobremesa (postre), optamos pelo flan casero, que nada mais é que pudim de leite com um pouco de doce de leite. O pudim não estava bom, embora o doce de leite tivesse seu valor. Da próxima vez tentarei outras sobremesas da casa.

O menu custava 195 pesos, havendo outras opções de menu na casa com mais opções de postre e carnes. Somada a gorjeta (propina), a refeição custara aproximadamente R$50 por pessoa. O jantar no restaurante é uma dica ótima que O Viajante Gourmet oferece.

 Procura um bom lugar para comer um bife de chorizo? Já sabe onde encontrar. 

segunda-feira, 10 de março de 2014

Zoo Luján


Sabe aquelas fotos de pessoas sorrindo ao lado de leões, tigres e outros animais? Você sempre quis ter uma foto dessas? Pois vamos ao zoológico Luján, na Argentina.


Luján é uma cidade argentina na província de Buenos Aires que não seria conhecida se não fosse a existência desse zoológico em especial. A particularidade do local é exatamente a possibilidade única de aproximar-se de animais, alimentá-los e tirar fotos com os mesmos. Não é todo dia que acariciamos leões e tigres brancos, além de boas fotos com outros animais.

O ingresso custa 200 pesos (aproximadamente R$50) e posso afirmar que vale a pena. No início pode dar um pouco de tensão, mas depois que vemos tantas pessoas entrando e tirando fotos tudo fica mais fácil. Basta lembrar de não acariciar a cabeça dos animais!
Uma vez que o zoo é em outra cidade, como chegar se torna um ponto importante. Inúmeras agências turísticas oferecem o serviço, cobrando valores entre 400 e 500 pesos (valor sem ingresso). No entanto, existe uma forma fácil, barata e segura de ir ao zoo.
Dica: Em Buenos Aires é necessário hoje o uso do Sube, cartão que funciona como o Bilhete Único paulista. Faça o bilhete (que custa 25 pesos) e carregue com 60 pesos. Esse será nosso custo para chegarmos ao local. Uma dica importante é que o bilhete pode ser usado por mais de uma pessoa. Portanto, se estiver em grupo economize no número de bilhetes.


 Estando em Buenos Aires, basta pegar o metrô na linha D com sentido a Plaza de Itália. O preço da passagem de metrô custa 3,5 pesos. Chegando à praça, pegue o ônibus número 57 com sentido a Luján. A passagem custa aproximadamente 26 pesos e a viagem dura 2h. Pronto, economizamos pelo menos 300 pesos. Se você desejar mais praticidade, táxis e tranfers realizam o trajeto aos preços anteriormente mencionados.
Dica: A visita é demorada, contando com várias filas nas jaulas mais concorridas. Tente levar uma mochila com água e lanches, pois os preços no local não são tão agradáveis.
Já dentro do zoo, o mais importante é focar nas jaulas que quer visitar. Filas começam a surgir e é importante que você aproveite para tirar essas fotos antes de visitar os animais onde a visita às jaulas não está disponível. Chegue cedo, pois pode demorar algumas horas. 


Com ambiente bem rústico, o zoo mais lembra uma fazenda. No entanto, a estrutura conta com restaurantes, loja de presentes, enfermaria e inúmeros fotógrafos do zoo (não me recordo o custo das fotos, mas vi várias pessoas utilizando o serviço).
Na hora de voltar para casa, o mesmo ônibus passará em frente ao zoológico. Na próxima vez que for a Buenos Aires inclua no roteiro essa experiência. Ela tomará uma grande parte do seu dia, mas certamente sempre estará nas suas lembranças.