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domingo, 4 de maio de 2014

Passeios na Lapa - 2

Dessa vez sem samba, mas ainda com saudades, sigo falando da Lapa. Completarei as dicas do post anterior falando de mais dois lugares do bairro, cada um com sua particularidade.

O primeiro, Boteco Carioquinha, merece destaque pela carta de cervejas e pelos acompanhamentos. Se você, assim como eu, entrou na onda das cervejas artesanais, este será seu lugar na Lapa. Com cardápio amplo e atendentes conhecedores de cerveja – o que não pode faltar em um ambiente com esta proposta – o boteco é o lugar ideal para beber com qualidade.


         Você não encontrará cervejas “comuns” no local, a exceção da Heineken. Mas a proposta é realmente diversificar e conhecer ao máximo. Com cervejas nacionais e importadas, preços variando de R$10 a R$200 e sabores dos mais elaborados, não faltarão oportunidades. 


                Das mais gostosas que tomei no dia, recomendo a Demoiselle da Colorado, cervejaria nacional de ótima qualidade, que inclui ainda a ótima Vixnu. Com forte e agradável aroma de café, a bebida agradou a todos.

                Mas quem quer beber com qualidade, merece comer com qualidade. Optamos pela porção de pastéis de salmão com cream cheese, uma das mais atraentes opções do cardápio. E não podíamos ter escolhido melhor. No dia seguinte, tivemos que voltar ao boteco apenas parar comermos mais uma porção e conhecer outras cervejas. Certamente o melhor petisco que provei na Lapa.


               Ao final, de sobremesa, não pudemos resistir ao brownie com sorvete. Pode parecer uma estranha combinação, mas tudo parecia harmonizar. Outra ótima pedida. 


                Se até agora bebemos com qualidade, bebamos com animação e irreverência. Sempre com mesas cheias de conversas e decoração de destaque, o Bar das Quengas é o outro local que destacaremos neste post.
Foto retirada da página do bar
              O grande destaque do bar está na decoração. Com lingeries e coloridos por todos os lados, o ambiente faz realmente jus ao nome. Em mais uma das animadas esquinas da região, o local é ideal para happy hours e conversa com amigos.      


         
    O atendimento deixou um pouco a desejar, o que parece ser uma tradição carioca, mas a cerveja chegou sempre gelada. De petisco, pedimos o sempre seguro frango à passarinho. Não teve erro. O prato estava bem servido e gostoso.

   Então, na próxima visita ao Rio de Janeiro, não se esqueçam das dicas do Viajante Gourmet.


domingo, 13 de abril de 2014

Passeios na Lapa

Para escrever este post, antes de tudo, eu coloquei um pouco de música. Samba de raiz, para ser mais específico. Samba aqui, samba ali, samba lá.

 Falar da Lapa é entrar no espírito boêmio do bairro. Entrar em cada boteco, pedir um chopp bem tirado, com espuma na medida e bem gelado. Depois experimentar um típico petisco e ouvir um sambão. Para um boêmio amante do samba, a Lapa é o melhor do Rio.

Vou começar minha visita pela Lapa exatamente pelo lugar onde encontrei o melhor samba. Nos dias de carnaval, o Boteko do Juca estava com um grupo formado por quatro sambistas sensacionais. Com um repertório que podemos chamar de “o melhor do samba de raiz”, a música contagiava a todos no bar. 


O atendimento estava muito bom, apesar do ambiente bem cheio. Meu primeiro chopp não veio tão bom, mas os demais vieram como se deve. Quanto ao petisco, fui dois dias no local e pedi duas opções. No primeiro dia optei por uma carne de sol com macaxeira e, no dia seguinte, um frango à passarinho.


Os dois pratos estavam muito bem servidos, mas achei o segundo melhor. Ainda não achei uma carne de sol com macaxeira em todo o Sudeste do país que mereça um grande elogio. Deve ser saudade de casa.


                Saindo do samba, vamos falar um pouco de comida. Não pode faltar uma feijoada no Rio, né? Enquanto planejava minha viagem sempre tive em mente que esse seria um prato que eu gostaria de comer na cidade. E na Lapa, o local escolhido foi o Dom Cavalcanti.


                Muito bem atendidos, optamos por pedir uma cerveja (muito gelada) e uma feijoada com fritas de entrada. Enquanto aproveitávamos a cerveja e as batatas, com porção generosa e bem secas, notamos o ambiente bem aconchegante do boteco.


A feijoada para duas pessoas custava aproximadamente R$65 e era muito bem servida. Quatro pessoas comeram e garanto que todas estavam satisfeitas ao final. 


Mas além de bem servida, a feijoada era muito gostosa e por isso mereceu estar em nosso post. Sem estar salgada, algo muito difícil de encontrar, a feijoada era muito bem encorpada e temperada. Como acompanhamento um arroz muito soltinho, uma couve bem gostosa e alguns pedaços de torresmo.


 Uma ótima refeição, com altíssimo custo benefício. Se bem me recordo, a conta fora pouco mais de R$100 e serviu muito bem quatro adultos.  Se estiver pela Lapa e acordar de ressaca da noitada em um dos vários botecos do bairro, já sabe onde encontrar uma ótima feitojada.


A Lapa deixa muita saudade e ainda não falei tudo que tenho para falar do bairro. No próximo post prometo trazer mais três dicas. Coincidentemente, ao final deste post, a música que toca nos diz: “Se você quer saber tá doendo, a saudade eu até entendo”.

O Rio deixa saudade.