Oriente
ou ocidente? A dúvida obviamente não é só geográfica, mas molda um
país. O lema nacional “Paz em Casa, Paz
no Mundo” dá o exemplo e pede respeito às
diferenças em um país europeizado, mas muçulmano. Istambul, não poderia ser diferente, é um caldeirão cultural, mas que não vai te deixar com nenhuma dúvida de que valeu a pena conhece-la.
A
cidade é muito grande e definitivamente não é cara. Se você é daqueles que
gosta de conhecer tudo, serão necessários no mínimo 4 dias inteiros, o que é
mais do que a média das principais cidades europeias.
De
modo geral, a maior parte das atrações
de Istambul fica no lado europeu, na região de Sultanhamet e pode ser conhecida a pé, se você estiver
com muita disposição. Caso contrário, o transporte público é eficiente, há
muitos taxis e o povo é bastante atencioso, apesar de não falar muito bem o
inglês. A dica do Viajante Gourmet é ,como sempre, privilegiar as caminhadas,
principalmente nessa cidade com diferenças tão gritantes. Além disso, vale
manter um nível de atenção para golpes(o de comprar tapetes é um clássico) e
espertinhos: a Turquia e o Brasil são muito mais parecidos do que você imagina.
Ponte de Galata e a Mesquita Azul |
Aqueles
lugares que você não pode deixar de ir são:
1 – Basílica de Santa Sofia – Católica,
muçulmana e museu. Só isso já basta para a visita. É um símbolo das reviravoltas históricas da
cidade. A sabedoria divina, presente no nome, com certeza está dignamente
representada com a mistura de traços de várias religiões no local.
Já foi Igreja Católica |
Virou mesquita e hoje é um museu |
2 – A Mesquita Azul – É a principal da
cidade e uma pequena experiência no Islã. Não se pode entrar de sapatos e
mulheres devem cobrir inclusive a cabeça. A arquitetura e a decoração são muito
diferentes e claro que impressionam bastante. Vale lembrar que a mesquita fecha para orações cinco vezes por
dia e que são transmitidas por torres de
som em toda a cidade.
3 – Grande Bazar – Um dos mais antigos
mercados do mundo, é um labirinto quase infinito . Tem de tudo, mas
principalmente quinquilharias. Para aqueles que gostam, a grande diversão é
negociar o preço da compra. Para aqueles que não gostam (como eu), é bom se
esforçar: não pechinchar pode ser encarado como uma ofensa.
Seria o primeiro Shopping Center do mundo? |
4 – Palácio Topkapi – A residência dos
antigos sultões é muito bem conservada: muito ouro, uma bela vista da
cidade e o místico harem. Nada mau viver nessas condições.
Entrada do palácio |
Exemplo da riqueza ainda conservada no Harem do Sultão |
5 – Torre de Galata – Do outro lado do
Bósforo e do chamado Chifre de Ouro, é a construção mais alta da cidade. Para
chegar lá, atravesse a Ponte de Galata e
encare uma boa subida, ou deixe a preguiça vencer e pegue um taxi. No topo,
além da vista, tem um restaurante
turístico, que, apesar de não fazer o gosto do Viajante Gourmet, é uma opção
para quem quiser ver danças e comer pratos típicos.
A vista é muito bonita |
6 – Cruzeiro no Bósforo – Imperdível.
Prepare a máquina fotográfica para excelentes fotos, muitas mesquitas e algumas
casas de milionários. Recomendo comprar o passeio no próprio hotel que ficar,
porque normalmente inclui transporte para área que saem os barcos. Os cruzeiros
duram aproximadamente 3 horas e vão e voltam até a Ponte do Bósforo, cartão
postal da cidade, separando o lado europeu do lado asiático.
Acho que daria pra morar assim. |
Chegando na Ponte do Bósforo, que separa a Europa da Ásia |
7– Pra quem vai ficar mais tempo:
(i)
Palácio
Dolmabahçe - um pouco distante, mas
interessante por ser o 1o palácio de estilo europeu na cidade e por
estar às margens do Bósforo.
A inspiração foi (pasmem!) o Palácio de Versalhes. |
(ii)
Bazar
das Especiarias (Bazar Egípcio) – muitas cores, artesanato e ingredientes diferentes.
Para os curiosos e interessados em delícias turcas.
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Foto roubada do Lonely Planet |
(iii)
Igreja San Salvador in Chora –
afastada, mas é o melhor exemplo de arte bizantina. Fecha cedo no inverno (+-
16:30h).
(iv) Museu
Arqueológico – mesmo que você tenha colado muito na escola, Bizâncio,
Constantinopla e Império Otomano não devem ser nomes muito estranhos. Destaque para o sarcófago de Alexandre o
Grande.
Não se sabe como chegou até lá |